Há muitos homens (só muitos???) que são loucos por maminhas.
Mas a loucura deles deve-se, única e simplesmente, ao zelo e cuidados que põem na sua saúde.
Não acreditam?
Ora leiam...
Depois disto….nem vos digo o que vou fazer…
Também tenho direito a zelar pela minha saúde, não?!?
Variações de humor, à mistura com crises de depressão e de euforia, são as características do chamado distúrbio bipolar. A Adeb, Associação de Apoio aos Doentes Depressivos e Bipolares, conta já com cerca de duzentos sócios que são professores. Esta é aliás a classe profissional mais representada entre os dois mil inscritos na organização.
O distúrbio bipolar tem importantes repercussões nas sensações, emoções, ideias e comportamento da pessoa, implicando a perda da saúde geral e a capacidade de relacionamento, informa a associação numa nota à imprensa.
Quanto aos doentes unipolares, são afectados apenas pela euforia ou pela depressão. Delfim Oliveira, presidente da Adeb diz que pelo menos metade da população tem, uma vez na vida, uma depressão.
A profissão docente é uma das mais desgastantes e stressantes, por isso os professores são uma das classes que mais sofrem de doenças unipolares e bipolares. Os docentes trabalham em escolas situadas em zonas consideradas de risco, sem qualquer apoio, onde são "professores e pais dos alunos", descreve o presidente da Adeb.
Fonte
«Os estudos disponíveis indicam que os doentes bipolares terão uma falha na estabilidade da transmissão dos impulsos nervosos ao cérebro, o que os torna mais vulneráveis a situações de "stress" físico e emocional.
No entanto, quando devidamente diagnosticados e acompanhados por tratamento médico adequado, estas pessoas levam uma vida normal, perfeitamente aptas para o mercado de trabalho.
Acontece que os bipolares, quando se assumem portadores da patologia, são muitas vezes estigmatizados pelos outros e marginalizados pela sociedade.
Não passa tudo de preconceitos das pessoas, ignorância e desconhecimento do que é a doença bipolar.
Aliás, neste caso como em quase tudo na vida – é a minha opinião – a ignorância e os preconceitos (a par do egocentrismo incrustado no ser humano) são dos maiores geradores de infelicidade e sofrimento humanos.»
Este texto é parte de um post aqui colocado nos finais de Abril.
Dos comentários inseridos destaco este recentemente colocado, por revelar um grande força de quem nunca se deixou marginalizar por uma sociedade preconceituosa.
«Eu sou uma bipolar e tenho orgulho nisso.
Ao princípio confesso que não sabia bem como lidar com tanto sofrimento e alegria. Mas as idas ao psiquiatra e os medicamentos ajudaram. Hoje tomo os medicamentos todos religiosamente e consigo evitar muitas crises. O sofrimento passou, deixei de ter depressões. Agora já só tenho ligeiros estados eufóricos mas são óptimos porque encaro como uma espécie de formação divina e gratuita. Depois de cada crise eufórica tenho sempre umas ideias novas e brilhantes quer para a minha vida pessoal quer para a minha vida profissional.
Sou engenheira Química, estive a trabalhar cinco anos numa empresa onde era directora fabril e fechou, decidi ir tirar o mestrado em engenharia de polímeros e tirei com muito bom. Agora, graças à minha bipolaridade vou montar o negócio da china. Vamos ver se vai resultar, mas se não der outras ideias irei ter porque um bipolar é uma pessoa muito criativa. Força para todos!!!!»
Alexandra
Um terço das doenças que afectam os habitantes do planeta são causadas por problemas ambientais.
«A Organização Mundial da Saúde (OMS) define “ambiente e saúde” como incluindo “tanto os efeitos patogénicos directos das substâncias químicas, das radiações e de alguns agentes biológicos como os efeitos (frequentemente indirectos) na saúde e no bem-estar do ambiente em sentido lato, físico, psicológico, social e estético, que engloba a habitação, o desenvolvimento urbano, o uso dos solos e os transportes”
Trata-se de uma definição lata, que requer uma abordagem alargada, se pretendemos compreender a questão e desenvolver as políticas pertinentes.
Desde a primeira hora que a política ambiental da UE teve por principal motivação considerações de saúde. Foram resolvidos muitos problemas relacionados com o ambiente e a saúde, mas muito resta por fazer, particularmente no que respeita às implicações para a saúde das exposições crónicas, como as identificadas pela Agência Europeia do Ambiente, pela OMS e por uma pluralidade de organizações nacionais. Elas indicam que a interacção entre ambiente e saúde é muito mais estreita e complexa do que geralmente se crê. Tem-se prestado pouca atenção, em particular, à interacção dos diferentes poluentes no organismo humano, bem como no ambiente.
Até um baixo nível de exposição ao longo de décadas a uma complexa amálgama de poluentes no ar, água, alimentação, produtos de consumo e edifícios é susceptível de ter efeitos significativos no estado de saúde dos cidadãos europeus.»
«...Há um leque de afecções que se suspeita estarem ligadas a factores ambientais, nomeadamente as doenças respiratórias, asma e alergias são associadas a poluição do ar no interior dos edifícios e no exterior; as perturbações do desenvolvimento neurológico podem ser provocadas por metais pesados, POP2, tais como dioxinas e PCB e pesticidas; o cancro infantil pode estar relacionado com uma multiplicidade de agentes físicos, químicos e biológicos (por exemplo, o consumo de tabaco pelos pais, a exposição profissional dos pais a solventes). Além disso, as exposições ambientais estão associadas a múltiplos efeitos sobre a saúde: a exposição ao fumo de tabaco durante a gestação aumenta os riscos de síndrome da morte súbita do lactente, baixo peso à nascença, redução da função pulmonar, asma, doença do sistema respiratório inferior e infecção do ouvido médio. Os pesticidas estarão, possivelmente, relacionados com efeitos imunológicos, efeitos de desregulação endócrina, distúrbios neurotóxicos e cancro. A radiação ultravioleta pode eliminar as defesas imunológicas e constitui um dos principais factores de risco para o desenvolvimento do cancro da pele. A investigação demonstrou que a exposição a níveis elevados e/ou persistentes de ruído nas imediações ou em torno de escolas é, estatisticamente, susceptível de afectar a capacidade de aprendizagem das crianças que as frequentam.
Embora haja sido possível estabelecer correlações entre efeitos sobre a saúde e alguns factores ambientais individuais, não se dispõe de um panorama global claro e integrado dos impactos na saúde resultantes da exposição complexa própria da vida real. A estratégia proposta tem em mira lograr uma melhor compreensão das ameaças de carácter ambiental que impendem sobre a saúde humana para identificar a incidência de doenças causadas por factores ambientais na UE e planear respostas no plano das políticas aos desafios emergentes
Os objectivos últimos da estratégia proposta são:
_ reduzir a incidência de doenças causadas por factores ambientais na UE
_ identificar e prevenir novas ameaças à saúde com origem em factores ambientais
_ reforçar a capacidade da UE de desenvolvimento de políticas nesta área...»
«...Entre os estratos populacionais mais vulneráveis, as crianças constituem um segmento singular, com uma susceptibilidade especial aos agentes ambientais. Logo no período de gestação, a estreita relação fisiológica que liga a mulher grávida ao feto torna este último altamente vulnerável a quaisquer agentes perigosos a que a mãe tenha estado exposta, especialmente aqueles que afectam o desenvolvimento.
Muitos agentes tóxicos ou alergénicos presentes no sangue materno estão presentes, igualmente, no leite materno e alguns de entre eles são capazes de atravessar a barreira placentária. Esta transmissibilidade potencial dos contaminantes ambientais da mãe para o feto e para o recém-nascido vem reforçar a necessidade de proteger as mulheres grávidas e lactantes para assegurar às crianças um início de vida saudável.
As crianças caracterizam-se por uma vulnerabilidade ímpar. Elas passam por uma sucessão de fases de desenvolvimento e aprendizagem distintas, nomeadamente, fetal, neonatal, escolar e púbere. Em cada um desses estádios, a criança é vulnerável e acha-se exposta a diferentes agentes: o adolescente é mais vulnerável a ataques ao aparelho reprodutor, enquanto o bebé é mais susceptível à poeira ao nível do solo. As crianças sofrem também uma exposição a tóxicos potencialmente mais longa.
Atendendo à sua esperança de vida, as crianças são o segmento da população com maior probabilidade de suportar uma exposição mais prolongada.
A sua maior vulnerabilidade é um motivo de peso para a adopção de acções especificamente dirigidas a este grupo populacional, tanto na avaliação como na gestão dos riscos. Para além disso, o impacto económico das doenças infantis relacionadas com o ambiente confere maior urgência à necessidade de se dedicar especial atenção às crianças. Esta vulnerabilidade e o inerente impacto económico presidiram à eleição das crianças como objecto da estratégia em apreço e à escolha dos poluentes específicos a focar....»
«....A aplicação integral do acervo ambiental gerará progressos significativos em matéria de saúde nos países em fase de adesão, mediante esforços para assegurar um ar e uma água mais limpos e uma melhor gestão de resíduos. A execução cabal das directivas comunitárias relativas à qualidade do ar pode levar a uma redução em, pelo menos, 15 000 casos do número de mortes prematuras por exposição a poluição do ar e de 43 000 a 180 000 do número de casos de bronquite crónica8....»
A Comissão está a colaborar na preparação da Conferência Ministerial pan-europeia sobre Ambiente e Saúde a realizar em Budapeste em 2004, subordinada ao tema “O futuro dos nossos filhos”. Na referida conferência participarão os ministros do ambiente e da saúde dos 52 países membros da OMS Europa.
Anda stressado?
Está lixado?
O corpo começa a pesar?
Faça uma pausa no seu dia....mas não para beber café - muita cafeína faz mal!
Faça exercício físico!
Faz bem a tudo!
Ouviu muito bem! Faz bem a Tudo!
Nota: este exercício é só para começar, depois convém ir aumentando gradualmente e deixar que os odores do sovaquinho inundem o seu corpo.
Talvez porque recentemente (31 de Maio) se comemorou o Dia Mundial Sem Tabaco, os jornais falaram bastante nos malefícios do tabaco, esse cocktail mortífero que destrói a saliva e provoca cancro na boca e nos pulmões e mata que se farta. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), mata uma pessoa em cada dez segundos. Onze mil todos os dias. Quatro milhões por ano em todo o mundo.
Eu, que já fui um grande fumador, sei que isto de deixar de fumar não é tarefa fácil. Depois de ter experimentado vários métodos, depois de muitas tentativas e fracassos, lá chegou um belo dia em que, sem perceber bem porquê, fumei o último... até hoje. Pessoalmente estou convencido que deixei de fumar porque nunca desisti e a cada fracasso para largar o vício – e foram bastantes – fiz nova tentativa.
Li muita coisa por aí, em especial na net, sobre métodos para deixar de fumar. Também já escutei várias conversas e experiências de algumas pessoas sobre o assunto.
Resolvi armar-me em mestre conselheiro. Ou melhor, queria armar-me em mestre conselheiro e deixar-vos aqui um ou dois guias práticos (com os devidos links e a correspondente publicidade aos autores e proprietários...) para deixar de fumar, que encontrei na net e me pareceram sensatos e úteis. Só que... dizia assim lá por baixo, em minusculas mas dissuadoras letras: proibida a reprodução total ou parcial sem autorização expressa.
Olhem, façam como eu, procurem na net, leiam, ponham em prática (custa um bocadinho mas vale a pena) e desintoxiquem-se. Desejo-vos bons êxitos e uns pulmões livres de nicotina e arejados.
Cerca de 26% dos cidadãos norte-americanos sofre de problemas mentais, indicam os resultados preliminares de um estudo mundial sobre a saúde mental, levado a cabo pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e pela Harvard Medical School e publicados esta quarta- feira no The Journal of the American Medical Association.
Será que o Bush está incluído neste grupo mentalmente desequilibrado?
Andará o mundo à mercê de doidos?
E por cá, não os há?
(não nos referimos àqueles que estão certificados pelo Júlio de Matos & companhia)
Vivo nos arredores de Lisboa e sou pai de uma menina, agora com 7 anos ,que é portadora da doença de Targardt (degeneração da mácula, o que faz com que perca a visão central ), doença essa que é actualmente incurável, mesmo no estrangeiro.
Como não é fácil obter informações a nível nacional, resta-me a Internet para adquirir um conhecimento mais profundo que me ajude a lidar com esta doença, pois mesmo em Lisboa a única ajuda que me foi facultada foi de uma associação ( mais concretamente a Associação de Retinopatias de Portugal ), associação essa que também padece do problema de falta de apoio, pois é uma entidade privada. O grande objectivo deste mail é tentar arranjar maneira de contactar pessoalmente, familiares ou amigos dessas pessoas que sofram da mesma ou semelhante doença, para fazer um rastreio, com um único pensamento:
- Difundir e trocar informações acerca desta doença. Por favor divulguem este post pelos vossos contactos e/ou se tiverem conhecimento pessoal de um caso semelhante, agradecia que me contactassem:
MUITO E MUITO OBRIGADO
Rui Gonçalves
No dia 8 de Junho de 2004, o planeta Vénus atravessará lentamente o disco solar durante toda a manhã. A este fenómeno astronómico chama-se internacionalmente Trânsito Solar de Vénus.
Este fenómeno astronómico, associado à curiosidade geral para olhar o Sol na manhã do próximo dia 8 de Junho de forma desadequada, transforma-se num problema de saúde pública, pelo seu potencial para causar graves problemas na visão da população.
Quando se vai ver
O Trânsito Solar de Vénus pode ser visto na manhã do dia 8 de Junho de 2004:
• no Continente, entre as 6h 20m e as 12h 25m;
• na Madeira, entre as 7h 00m e as 12h 26m;
• nos Açores, entre as 6h 23m e as 11h 26m.
Qual o interesse
O fenómeno é raro. Ocorreu em 1874 e em 1882 e voltará a ocorrer em 2012 e em 2117. Em Portugal não será visível o de 2012, porque ocorrerá durante a noite.
No nosso País só voltará a ser visível em 2117, o que faz do fenómeno do próximo dia 8 de Junho uma oportunidade única, que as pessoas não vão querer perder, porque vai ser possível observar Vénus a olho nu, que é o planeta mais próximo da Terra e que possui um tamanho quase igual.
Qual o perigo
Visto da Terra, o Sol vai ter um tamanho semelhante ao da Lua Cheia, enquanto Vénus terá o tamanho de um pequeno ponto negro que passará, durante a manhã do próximo dia 8 de Junho, à frente do Sol.
Acontece que o brilho directo do Sol vai encandear quem para ele olhar e as pessoas vão insistir para tentarem observar a passagem do pequeno ponto negro bem recortado, que é Vénus, à frente do Sol.
A exposição dos olhos à luz solar pode provocar graves lesões na visão. Porquê?
Porque os olhos são particularmente sensíveis à acção dos raios solares. Estes raios são ultra-violeta e infravermelhos, os quais lesam a retina, que é a camada nervosa dos olhos que comanda a visão e a função visual.
A retina pode, assim, ser “queimada” por uma reacção química, tal como acontece com a pele quando em contacto com a cal, levando a perturbações da visão, transitórias ou definitivas, que podem ir da diminuição da acuidade visual até à cegueira total.
Factores que aumentam o risco
As pessoas que:
• possuem cristalinos mais transparentes, como os jovens;
• não possuem cristalino por terem sido operadas a cataratas;
• foram submetidas a cirurgias que enfraqueceram a retina;
• sofrem de retinopatia diabética;
• estão a tomar alguns medicamentos como tetraciclinas (antibiótico);
• têm aumento da temperatura corporal por febre ou calor;
• possuem um fundo ocular muito pigmentado;
correm um risco acrescido de sofrer graves lesões oculares com a observação directa do Trânsito Solar de Vénus.
Quais os sintomas de lesão ocular
A lesão “queimadura” da retina não causa dor, podendo passar despercebida até surgirem os primeiros sintomas nas horas ou dias imediatos.
Estes sintomas variam entre o aparecimento de uma post-imagem persistente, a visão avermelhada dos objectos, a visão enevoada ou o aparecimento de escotomas, ou seja, o aparecimento de uma área negra à frente do olho.
O resultado final é a diminuição da acuidade visual que nos seis meses seguintes poderá vir a ser regressiva, parcial ou totalmente, com tratamento oftalmológico adequado.
É de notar que mesmo sem haver fixação prolongada da visão no Sol, a lesão da retina pode não regredir e evoluir para a cegueira total.
Impacto mediático
O Observatório Europeu do Sul, do qual Portugal é membro, lançou uma forte campanha em todos os países europeus no sentido de aproveitar o Trânsito Solar de Vénus para promover a realização de acções educativas, pedagógicas e formativas a vários sectores da população europeia, como escolas, universidades, astrónomos amadores e população em geral.
O Observatório Astronómico de Lisboa em colaboração com a Associação Portuguesa para o Ensino da Astronomia, constituem o Nodo Nacional Português para divulgar este evento e dar apoio a todas as actividades integradas de observação no Projecto VT-2004 do Observatório Europeu do Sul.
A Europa inteira está, portanto, a ser mobilizada através da comunicação social, despertando o interesse público para a observação deste fenómeno astronómico.
Problema de saúde pública
O fenómeno astronómico, associado à curiosidade geral para olhar o Sol na manhã do próximo dia 8 de Junho de forma desadequada, transforma-se num problema de saúde pública, pelo seu potencial para causar graves problemas na visão da população.
Ou seja, a oportunidade única de se poder observar um evento astronómico raro, associado:
faz aumentar o potencial de perigosidade visual da observação desadequada do Trânsito Solar de Vénus na população em geral e, em particular, nas crianças e nas pessoas com factores de risco acrescido.
Perante tal facto, o Ministério da Saúde não poderia ficar indiferente.
Então, o que vai ser feito?
Campanha de prevenção
É fundamental o papel da comunicação social na informação correcta da população sobre os riscos da observação desadequada do Trânsito Solar de Vénus e sobre as medidas de prevenção das lesões da retina.
O Ministério da Saúde estabeleceu uma parceria com a Sociedade Portuguesa de Oftalmologia, o Observatório Astronómico de Lisboa e a Associação Nacional de Farmácias para levar a cabo esta campanha de prevenção.
Para além da sensibilização da população, que vai ser realizada pelo Ministério da Saúde através das rádios e televisões nacionais e através de folhetos e cartazes informativos:
• a Sociedade Portuguesa de Oftalmologia disponibiliza, das 8h às 24 h dos dias 8 e 9 de Junho de 2004, através da Linha de Saúde Pública (chamada local para o número 808 211 311) da Direcção- Geral da Saúde, a triagem, aconselhamento e encaminhamento das pessoas que tenham sintomas visuais atribuíveis à observação directa do Trânsito Solar de Vénus;
• o Observatório Astronómico de Lisboa disponibiliza na Internet, através do site, que é o site oficial do VT-2004 Europeu em Portugal, toda a informação sobre o fenómeno astronómico, tanto a nível de comunicação social, como cultural, amador e científico;
• a Associação Nacional de Farmácias disponibiliza, a partir de 24 de Maio, nas cerca de 2700 Farmácias suas associadas, do Continente e Regiões Autónomas, a venda ao público de filtros de protecção ocular (são óculos especiais), ao preço unitário de 1,5 €, para observação do Trânsito Solar de Vénus, com marca CE obrigatória, que cumprem a Norma Europeia EN 169/1992 e a Directiva Europeia CEE 89/686, as quais definem os critérios de máxima segurança para a observação ocular directa.
O que se deve fazer• usar, por períodos curtos de tempo, os óculos especiais de protecção ocular (CE; EN 169/1992; D.E. CEE 89/686), se quiser observar directamente o Trânsito Solar de Vénus;
• seguir indirectamente o Trânsito Solar de Vénus através da Internet;
• usar outros métodos de observação indirecta do Trânsito Solar de Vénus, como seja pela televisão ou dirigindo-se a um local onde haja observações do Trânsito Solar de Vénus coordenadas por pessoas qualificadas, como os Observatórios Astronómicos de Lisboa e de Coimbra, os Centros Ciência Viva, os Centros de Investigação de Astronomia das Universidades ou os vários grupos de astrónomos amadores que se estão a organizar pelo País;
• colocar os óculos especiais de protecção ocular por baixo dos óculos habituais de ver;
• mesmo usando os óculos especiais de protecção ocular, observar o Trânsito Solar de Vénus por períodos curtos e espaçados.
O que não se deve fazer• NÃO utilizar óculos escuros, vidros negros de fumo, negativos de fotografias, radiografias, CD’s;
• NÃO usar óculos especiais de protecção ocular que já tenham sido utilizados ou que estejam guardados, porque podem ter microfuros, arranhões ou imperfeições que deixem passar mais radiação do que a permitida;
• NÃO utilizar os óculos especiais de protecção ocular combinados com binóculos, câmaras fotográficas, telescópios ou outros instrumentos ópticos activos;
• NÃO utilizar os filtros solares que são fornecidos pelos fabricantes de telescópios e binóculos, para serem colocados na ocular do aparelho, ou seja, a lente onde se encosta o olho para ver.
Onde obter informações complementares
• Sociedade Portuguesa de Oftalmologia
telefone: 21 84 27 133
• Instituto de Oftalmologia Doutor Gama Pinto
telefone: 21 35 53 069
• Observatório Astronómico de Lisboa
telefone: 21 36 16 739
Cartão europeu de seguro de doença
1) Objectivo
A Comissão propõe que seja posto em circulação um cartão europeu comum de seguro de doença até 1 de Junho de 2004.
Este cartão destina-se a substituir o conjunto dos actuais formulários em suporte papel, (E111, E128…) neste momento necessários em caso de doença, aquando de uma estada temporária num Estado-Membro (deslocação profissional, estada turística, estudos no estrangeiro…). Desta forma, os cidadãos da União Europeia (UE) poderão obter mais rápida e facilmente os cuidados de saúde noutro país membro.
2) Acto
Comunicação da Comissão, de 17 de Fevereiro de 2003, relativa à introdução do cartão europeu de seguro de doença [ COM(2003)73 final - Não publicada no Jornal Oficial].
3) Síntese
Contexto
No seguimento da adopção, no Conselho Europeu de Barcelona, em Março de 2002, de um Plano de acção para as competências e a mobilidade (que visa eliminar os obstáculos à mobilidade geográfica e profissional na UE até 2005), os chefes de Estado e de governo decidiram igualmente, aquando desta mesma cimeira, a criação de um cartão europeu de seguro de doença.
Este novo cartão europeu individual beneficiará, em primeiro lugar, os cidadãos europeus, poupando-lhes os actuais procedimentos de obtenção dos diferentes formulários, que serão substituídos por um cartão único e individual. Favorecerá a mobilidade dos cidadãos europeus no âmbito de estadas temporárias: viagens (formulário E111), destacamento noutro país pelo empregador (E128), transporte rodoviário internacional (E110), estudos (E128) ou procura de emprego (E119).
O cartão permitir-lhes-á beneficiar, com maior simplicidade, da facilidade essencial oferecida pela coordenação dos regimes legais de seguro de doença desenvolvida desde há mais de trinta anos com base no Regulamento (CEE) n.° 1408/71. Nos termos deste regulamento, qualquer pessoa em estada temporária noutro Estado pode aceder aos cuidados de saúde imediatamente necessários, nas mesmas condições que os cidadãos nacionais desse Estado.
Concretamente, isto significa que, graças ao novo cartão, os doentes que decidam pagar antecipadamente as suas despesas, por exemplo, em caso de consulta médica, no país de estada temporária, poderão ser reembolsados mais rapidamente através do regime em que estejam inscritos. Por sua vez, os organismos que financiam o sistema de cuidados do país de estada terão a garantia que o doente está efectivamente segurado no seu país de origem e que, por conseguinte, serão efectivamente reembolsados pelos seus homólogos.
A aplicação do cartão europeu de seguro de doença, no âmbito do Regulamento (CEE) n.° 1408/71, deve efectuar-se com base em decisões da Comissão Administrativa para a Segurança Social dos Trabalhadores Migrantes (CASSTM). Esta comissão é composta por representantes dos Estados-Membros e é responsável, nomeadamente, pela promoção e pelo desenvolvimento da cooperação entre os Estados-Membros, com vista a modernizar o intercâmbio de informação entre as instituições e a acelerar a concessão e o reembolso das prestações.
Cartões de seguro de doença nacionais: situação actual
Uma grande diversidade de situações nacionais
As situações nacionais em matéria de utilização de cartões nos sistemas de protecção social e de saúde são muito diversas. Esta heterogeneidade deve-se principalmente às competências dos Estados em matéria de segurança social e de organização dos sistemas de saúde.
Se certos países já difundiram amplamente a utilização de cartões junto dos seus cidadãos, por vezes prosseguindo objectivos que ultrapassam a simples cobertura das despesas de saúde, este não é ainda o caso para todos os países (o anexo da Comunicação pormenoriza a situação em cada um dos Estados-Membros).Entre os Estados-Membros que possuem cartões de seguro de doença ou de saúde, a natureza e a extensão dos dados incluídos nos diferentes cartões dependem da utilização a que se destinem. Actualmente, não existe qualquer norma europeia sobre as informações incluídas nos cartões.
As tecnologias utilizadas (circuito integrado com microprocessador, circuito integrado com memória ou de banda magnética) dependem logicamente das funções atribuídas ao cartão e raramente são compatíveis. Os cartões exigem igualmente leitores diferentes, o que constitui uma limitação suplementar à sua capacidade de «diálogo» (ou «interoperabilidade»).
Experiências transfronteiriças
Algumas experiências transfronteiriças consideram um acesso simplificado e mais aberto aos cuidados programados, mas referem-se apenas a determinadas zonas extremamente limitadas como, por exemplo, a euroregião Meuse-Rhin, Baden-Württemberg - Vorarlberg e a zona Thiérache- Hainaut.
O contributo das políticas comunitárias
O Plano de Acção eEurope 2005 aprovado pelo Conselho Europeu de Sevilha em Junho de 2002, visa poder basear-se no futuro cartão europeu de seguro de doença para promover a cooperação europeia em matéria de cartões de saúde electrónicos no âmbito da abordagem «Saúde em linha» (eHealth).
No quadro da política das redes transeuropeias (RTE) , o eTEN é um programa de acção comunitária que tem por objectivo apoiar o desenvolvimento transeuropeu de serviços baseados nas redes de telecomunicações e promover os serviços de interesse público que favorecem a coesão social e territorial. Assim, este programa apoia a primeira fase do projecto Netc@rds, lançado em 2002 para um período de 12 meses por quatro Estados-Membros (Grécia, Alemanha, Áustria e França). Este projecto visa substituir os formulários E111 e E128 em suporte papel por fluxos electrónicos, a partir dos dados que figuram nos cartões nacionais existentes e/ou a partir dos dados acessíveis em linha.
O sexto programa-quadro de investigação e desenvolvimento tem por objectivo melhorar a compreensão de certos desafios ligados à mobilidade dos doentes na União. Os temas de investigação incidem no modo como as estadas noutro Estado-Membro são consideradas pelos sistemas de saúde (incluindo no que se refere aos aspectos ligados ao reembolso), no desenvolvimento de situações de partilha transfronteiriça da oferta de cuidados de saúde e, por último, nas perspectivas em matéria de fluxos transfronteiriços de doentes numa União alargada.
As características comuns do cartão europeu
É necessário criar um modelo de cartão comum para assegurar o reconhecimento imediato do cartão por todos os intervenientes do sistema de saúde, independentemente do local de estada do seu titular. O cartão europeu poderia incluir um sinal distintivo, eventualmente um logótipo, simbolizando a mobilidade europeia.
O modelo
O modelo de cartão deve ter em conta um condicionalismo principal: cada Estado-Membro pode optar livremente entre a criação de uma face europeia num cartão nacional ou a criação de um cartão europeu diferente.
No caso de um cartão único, o modelo deve adaptar-se à diversidade das tecnologias utilizadas. No caso de um cartão europeu específico, a concepção do modelo deverá considerar, desde o início, a perspectiva final da passagem a um suporte electrónico sob a forma de circuito integrado.
Informações apresentadas no cartão
A Comissão sugere, portanto, que os dados a apresentar no cartão europeu se limitem aos absolutamente necessários para a prestação dos cuidados de saúde e o seu reembolso à instituição do local de estada. Estes dados corresponderiam à lista seguinte:
Apelido e nome próprio do titular do cartão.
Número de identificação.
Período de validade do cartão.
Código ISO do Estado-Membro de inscrição.
Número de identificação da instituição competente ou, não havendo, a sua designação.
Número digital do cartão (para reduzir o risco de fraude).
Por último, a apresentação destas informações deve ser normalizada por forma a permitir a sua leitura independentemente da língua do utilizador.
Período de validade
Os Estados-Membros poderão determinar o período de validade dos cartões europeus que venham a emitir. Esta flexibilidade deve respeitar absolutamente o princípio da responsabilidade do Estado de emissão, a fim de garantir a segurança jurídica e a credibilidade do cartão. Desta situação resultam duas consequências:
A instituição do Estado de emissão do cartão deverá reembolsar à instituição competente do Estado de estada os cuidados de saúde prestados com base num cartão válido.
Competirá ao Estado de emissão adoptar todas as medidas necessárias para lutar contra eventuais fraudes e abusos.
O funcionamento do cartão e o segurado
O segurado será o principal beneficiário da introdução do cartão, na medida em que deixará de ter de solicitar um novo formulário à sua instituição competente antes de cada estada temporária noutro Estado-Membro. Contudo, para que da introdução do cartão europeu resulte uma verdadeira simplificação dos procedimentos, é desejável adoptar duas medidas que implicam a alteração do Regulamento (CEE) n.° 1408/71 e do seu Regulamento de aplicação (CEE) n° 574/72/CE:
O alinhamento dos direitos entre todas as categorias de segurados. Neste momento, o regulamento estabelece a diferença entre os cuidados «imediatamente necessários» e os «cuidados necessários». Estas diferenças de tratamento, por si só, não obstam à introdução do cartão europeu, mas implicariam menções especiais nos cartões para identificar a categoria do segurado, sobrecarregando os procedimentos de verificação dos direitos.
A supressão de determinadas exigências em relação aos segurados que acrescem à apresentação do formulário para a concessão de cuidados noutro Estado-Membro que não seja o de inscrição (por exemplo, a obrigação de se dirigir a uma instituição de segurança social do lugar de estada, antes de recorrer a um prestador de cuidados de saúde).
A proposta de regulamento de 17 de Fevereiro de 2003 (ver infra) inclui estas duas medidas.
A utilização do cartão pelos prestadores de cuidados e as instituições de segurança social
O seu trabalho será simplificado pois o cartão apresenta dados mais legíveis e mais precisos do que os formulários actuais, frequentemente redigidos ainda à mão. Os riscos de erro, de fraude e de abusos serão reduzidos significativamente.
Introdução do cartão europeu: flexibilidade e progressividade
A Comissão propõe um cenário assente em três pilares: liberdade de escolha do suporte do cartão europeu, modalidades flexíveis de introdução e um calendário em três fases.
Suporte visual: opções
A decisão relativa ao suporte do cartão europeu implica a opção, seja pela sua integração num cartão nacional existente, seja pela emissão de um novo cartão. Perante os condicionalismos que supõe a primeira solução, a criação de um cartão dedicado à mobilidade europeia deverá constituir a melhor solução.
Modalidades de introdução
A introdução do cartão europeu de seguro de doença poderá fazer-se de acordo com duas modalidades: distribuindo-o à totalidade da população ou fornecendo-o, em função das necessidades, às pessoas que o requeiram.
A solução da emissão a pedido do segurado, menos dispendiosa e mais simples de organizar do que a solução geral, permitiria que se respeitasse o prazo de 1 de Junho de 2004.
Calendário
A introdução do cartão deve ser feita de forma progressiva, de acordo com três fases:
Preparação jurídica e técnica (2002-2003), com consulta dos Estados-Membros e dos interessados.
Lançamento em 1 de Junho de 2004. Inicialmente, o cartão substituirá apenas o formulário E111, para seguidamente substituir os outros formulários utilizados aquando de estadas temporárias. Pode ser pedida uma extensão do prazo pelos Estados-Membros que ainda não utilizam este tipo de cartão. No entanto, esta extensão não poderá exceder 18 meses (sendo a data-limite 31 de Dezembro de 2005).
Passagem do cartão europeu de seguro de doença a um suporte electrónico («cartão de circuito integrado inteligente») até 2008.
4) MEDIDAS DE APLICAÇÃO
Decisão n.° 191 da Comissão Administrativa para a Segurança Social dos Trabalhadores Migrantes, de 18 de Junho de 2003, relativa à substituição dos formulários E111 e E111 B pelo cartão europeu de seguro de doença [Decisão 2003/753/CE - Jornal Oficial L276 de 27.10.2003].
A partir de 1 de Junho de 2004, o cartão europeu de seguro de doença substitui os formulários E 111 e E111 B que continuam a ser válidos até 31 de Dezembro.
5) TRABALHOS POSTERIORES
Proposta de regulamento do Parlamento Europeu e o Conselho, de 17 Fevereiro de 2003, que altera o Regulamento (CEE) n.º 1408/71 e o Regulamento (CEE) n.° 574/72 [COM (2003) 378 - Não publicado no Jornal Oficial].
Esta proposta visa estabelecer as modalidades técnicas da introdução do cartão europeu de seguro de doença que substituirá os actuais formulários. São propostas três medidas fundamentais:
Definir claramente as relações entre as instituições de segurança social e as pessoas abrangidas pelo regulamento: devem prestar informações de parte a parte sobre toda e qualquer mudança que seja susceptível de alterar os direitos às prestações.
Simplificar os procedimentos impostos ao doente que necessite de receber cuidados no Estado de estada suprimindo-se, nomeadamente, a obrigação que frequentemente lhe é imposta de se dirigir primeiro à instituição do lugar de estada antes de poder dirigir-se a um prestador de cuidados.
Actualmente, as disposições do Regulamento (CEE) n°1408/71 prevêem direitos diferentes, em função da categoria a que pertencem as pessoas seguradas, para o acesso aos cuidados de saúde quando de uma estada temporária noutro Estado-Membro. Tendo em vista garantir a igualdade de tratamento e facilitar a substituição dos formulários pelo cartão, considera-se conveniente alinhar os direitos de todas as categorias de segurados aquando de uma estada temporária noutro Estado-Membro, de modo a que todas as pessoas possam beneficiar das prestações em espécie que se revelem necessárias, de um ponto de vista médico.
Processo de co-decisão (COD/2000/0073):
Em poucas palavras
Num mundo em que as pessoas viajam regularmente entre países e continentes, não é possível reter nas fronteiras nacionais as ameaças que as doenças transmissíveis representam para a saúde dos cidadãos da UE. As doenças causadas pelo tabagismo, por uma alimentação inadequada ou pela poluição constituem uma questão preocupante em todos os países da UE. Num mercado único, a segurança dos produtos farmacêuticos e dos produtos derivados do sangue é uma responsabilidade partilhada. Embora os Estados-Membros sejam os principais responsáveis pela prestação de cuidados de saúde, a UE pode contribuir para abordar estes desafios de uma forma mais eficaz.
A sua estratégia em matéria de saúde pública consiste em:
- Melhorar as informações sobre a saúde tanto para os cidadãos como para os seus governos;
- Criar um mecanismo de reacção rápida às grandes ameaças para a saúde;
- Compreender melhor os factores que podem afectar a saúde, em especial os que se relacionam com o estilo de vida, como a alimentação e a actividade física, e os factores ambientais, como a exposição a campos electromagnéticos, ao ruído ou à poluição química.
Programa de Saúde Pública
Por forma a garantir que esta estratégia assenta numa base científica sólida, a UE vai gastar anualmente, entre 2003 e 2008, cerca de 50 milhões de euros para melhorar a recolha de dados, o intercâmbio de informações bem como a nossa compreensão do modo como as políticas da UE afectam a saúde. Outras prioridades incluem as estratégias para abordar o impacto sobre a saúde da alimentação, da actividade física, do tabaco, do álcool, das drogas, dos factores genéticos, da idade e do sexo.
A UE financia também investigações que têm em vista garantir que todos gozam do mais elevado nível de saúde possível. A incidência dos principais problemas sanitários, como a obesidade ou algumas formas de cancro, varia por vezes grandemente através da UE. O alargamento da UE apresenta desafios específicos em matéria de combate às desigualdades. Os novos países têm, em geral, uma esperança de vida mais baixa e taxas de mortalidade infantil e materna mais elevadas que os países da "velha" UE.
Prevenção e controlo de doenças
Há já algum tempo que a UE reconheceu que precisa de melhorar a sua capacidade para proteger os cidadãos contra as doenças transmissíveis e as ameaças de bioterrorismo. A SRA (Síndrome Respiratória Aguda) afectou essencialmente outras regiões do globo mas foi, não obstante, uma "chamada de alerta" para Europa. Evidenciou as deficiências das disposições existentes na UE em matéria de partilha de informações. A UE está preparada para monitorizar a propagação de um vírus - seja o da SRA ou apenas o da gripe - mas não para actuar de forma coordenada com o objectivo de evitar a sua disseminação. Esta situação ver-se-á alterada aquando da criação, prevista para 2005, de um centro europeu para a prevenção e o controlo de doenças, cuja sede estará localizada na Suécia. Com a criação de uma agência central para substituir as actuais modalidades de trabalho informal em rede, a UE poderá reagir mais rapidamente - e actuar com rapidez pode ser determinante para evitar que um surto sem importância se transforme numa epidemia grave.
Ambiente e saúde
Anualmente, morrem nas grandes cidades europeias dezenas de milhares de pessoas devido a uma exposição prolongada à poluição atmosférica. Uma nova estratégia lançada em meados de 2003 dará início ao combate a alguns factores ambientais responsáveis por problemas a nível da saúde pública. Os elementos-chave desta estratégia, que se denominará SCALE, serão a ciência, a atenção especial dedicada às crianças, a consciencialização, a legislação e a avaliação contínua. As prioridades para 2004-2010 incluem o estudo da relação entre os factores ambientais e a asma, as alergias e as doenças respiratórias nas crianças, o cancro infantil e as perturbações do desenvolvimento neurológico, como o autismo e os problemas da fala.
Tabagismo e saúde
A UE é igualmente dinâmica no combate ao tabagismo. A partir de 1 de Agosto de 2005, o mais tardar, entrará em vigor em todos os Estados Membros uma proibição da maioria das formas de publicidade ao tabaco e do patrocínio de eventos por empresas tabaqueiras. As normas da UE já limitam a venda, a comercialização e o fabrico de produtos do tabaco. Também se aplicam a aditivos, substâncias que causam dependência, advertências em matéria de saúde, afirmações enganosas e teores máximos de alcatrão, de monóxido de carbono e de nicotina nos cigarros. A UE foi um dos primeiros signatários, em 2003, da Convenção-Quadro da Organização Mundial de Saúde para a Luta Anti-Tabaco.
Drogas e saúde
No âmbito da estratégia da UE contra a droga para o período 2000-2004, as questões em matéria de saúde pública são a prevenção, a educação e a consciencialização. Estas actividades completam a luta contra o tráfico de droga e o crime associado às drogas que estão sob a alçada da política da EU em matéria de justiça e assuntos internos. Os objectivos de saúde pública consistem em diminuir substancialmente, ao longo deste período de cinco anos, a utilização das drogas ilícitas, em especial por parte dos jovens, bem como a incidência de problemas de saúde e de mortes por consumo de drogas, devido a doenças como a sida, a hepatite e a tuberculose.
Tratamentos médicos seguros
Uma das principais preocupações da UE consiste na prestação de tratamentos médicos seguros para todos, com os mesmos padrões de qualidade, quer enquanto elemento da sua política de saúde pública quer da que respeita ao mercado único. Estão pois em vigor medidas que prevêem:
Medicamentos seguros e rápida divulgação através da UE das informações sobre eventuais problemas;
Procedimentos optimizados para a aprovação de novos medicamentos;
Desenvolvimento de medicamentos "órfãos" necessários em pequenas quantidades para tratar doenças raras;
Dispositivos médicos seguros. Nestes incluem-se desde as próteses de anca e os estimuladores cardíacos até às ligaduras e aos óculos.
Trabalha-se actualmente na aplicação, ao nível de toda a UE, de uma única norma para a utilização, distribuição e armazenamento de produtos, tecidos e células sanguíneos utilizados em tratamentos médicos, bem como de órgãos para transplantes. A Comissão Europeia está também a examinar se faria sentido dispor de normas comuns para as tecnologias de apoio (por exemplo, cadeiras de rodas ou computadores especialmente adaptados) destinadas a pessoas com deficiência.
Acesso ao tratamento médico em qualquer lugar
O direito a viajar livremente ou a viver e trabalhar em qualquer local na UE não faria sentido se os cidadãos da UE não pudessem ter a certeza de ter acesso aos cuidados de saúde aonde quer que se desloquem. O reconhecimento mútuo dos direitos em matéria de segurança social garante que os cuidados de saúde estejam facilmente à disposição de qualquer pessoa que fique doente enquanto se encontra noutro Estado-Membro, e também em alguns dos outros países europeus. De futuro, um cartão europeu de seguro de doença facilitará a reivindicação destes direitos. A introdução deste cartão terá início em 1 de Junho de 2004. Em algumas circunstâncias, os cidadãos da UE têm também direito a receber tratamentos noutro Estado-Membro. Isto é particularmente importante para pessoas que residem em regiões fronteiriças ou que precisam de tratamentos especializados.
Tecnologias da informação ao serviço da saúde
As preocupações no domínio da saúde estão pois há muito presentes numa vasta gama de políticas da UE, como a política social e de emprego (incluindo a saúde e segurança no trabalho) bem como as políticas de mercado único e de ambiente. Mais recentemente, a UE tem desenvolvido as ligações entre a sociedade da informação e a saúde. A transmissão de dados a alta velocidade possibilita a interligação em rede dos profissionais de saúde em toda a UE e faculta aos pacientes o acesso a especialistas situados a uma grande distância. A criação de um portal de saúde da UE e o desenvolvimento de critérios de qualidade patrocinados pela UE para sítios Web com informações sobre saúde são outras possibilidades para o futuro.
Muitos dos doentes desacreditados e confundidos com hipocondríacos sofrem de fibromialgia.
Mas o que é a fibromialgia?
A fibromialgia, uma doença que afecta principalmente mulheres, é uma síndroma crónica caracterizada por queixas dolorosas neuromusculares difusas e pela presença de pontos dolorosos em regiões anatomicamente determinadas. Outras manifestações que acompanham também as dores são a fadiga, as perturbações do sono e os distúrbios emocionais. Alguns doentes queixam-se de perturbações gastrointestinais.
O sintoma mais importante da fibromialgia é a dor, que pode afectar uma grande parte do corpo.
A dor da fibromialgia pode ser descrita como queimadura ou mal estar. Às vezes podem ocorrer espasmos musculares.
Acredita-se que a doença seja devida a uma perturbação dos mecanismos da dor, nos fusos neuromusculares, não havendo propriamente lesão de qualquer órgão, nomeadamente músculos ou articulações, podendo nalguns casos ser altamente invalidante.
Além da dor a fibromialgia pode causar sensação de formigueiro e inchaço nas mãos e pés, principalmente ao levantar da cama assim como ocasionar rigidez muscular.
Quando o sintoma dominante é a fadiga a doença tem sido designada por Síndroma da Fadiga Crónica.
As pessoas com fibromialgia queixam-se com frequência de ansiedade, às vezes há depressão, perturbações da atenção, concentração e da memória.
A doença é reconhecida na legislação portuguesa, mas não beneficia de protecção especial no âmbito do Serviço Nacional de Saúde.
Hoje celebra-se o Dia Mundial da Fibromialgia.
Em Portugal, existem duas associações de apoio a quem sofre desta doença, a Associação Portuguesa de Doentes com Fibromialgia - APDF - e a MYOS.
Investigadores ingleses (da Plymouth Peninsula Medical School) propõem a atribuição de selos de qualidade que validem – ou não - sites relativos a "curas" para o cancro, no âmbito de medicinas alternativas e complementares, argumentando que muitos veiculam informação errada e, nalguns casos, perniciosa, por desaconselharem os tratamentos convencionais.
"A qualidade deste sites é variável e muitas terapias sem provas de validade podem mesmo mostrar-se perigosas", lê-se no artigo publicado no número deste mês da "Annals of Oncology", publicada pela Sociedade Europeia de Medicinal Oncológica.
Assim, de acordo com os referidos investigadores, os selos de qualidade teriam como objectivo “minimizar o potencial de risco” dos tais sites. Devem ser organizações independentes a investigar e introduzir um selo de qualidade que sirva de guia à validade dos "sites" de medicinas alternativas e complementares na área do cancro, reiteram os investigadores.
O director clínico do Instituto Português de Oncologia (IPO) de Lisboa, João Oliveira afirma que as solicitações de doentes que trazem dúvidas sobre tratamentos do cancro que viram na "net" tem aumentado. Mas é ainda "uma minoria de um nível sócio-cultural mais alto". João Oliveira considera a questão pertinente porque os doentes oncológicos apresentam especial “susceptibilidade emocional" à absorção deste tipo de informação, tanto maior "quando mais desesperados se sentem". Mas duvida da eficácia da criação de selos de qualidade, visto a Internet ser, por definição, um espaço aberto, de difícil controlo. Assim, “nunca se eliminará a possibilidade destas consultas".
Será que os referidos sites são assim tão perniciosos?
Ou será que isto é mais uma guerrinha de poder entre medicina convencional e medicina alternativa, com a primeira a tentar “controlar” a crescente expansão da segunda?
E se esta dos “selos de qualidade” para sites de cura ao cancro pega e alastra para outros tipos de sites?
Um estudo feito por investigadores da universidade de Estocolmo concluiu que a saúde psicológica de crianças que são filhas de pais divorciados apresenta, a longo prazo, níveis semelhantes aos das outras crianças.
"É provável que as crianças andem menos bem durante o divórcio. Mas a termo, não encontrámos diferenças estatísticas entre as crianças que vivem com os dois pais, em famílias recompostas ou monoparentais", comentou a socióloga Viveca Oestberg.
O facto dos dois pais trabalharem a tempo inteiro também não é determinante para o bem-estar da criança. Este, refere o estudo, depende esencialmente da qualidade das suas relações com os adultos que compõem o lar. O factor mais importante tem a ver com o apoio e a capacidade de ouvir a criança que a família lhe consegue proporcionar. Esta conclusão é extensível aos adolescentes. Aliás, uma surpreendente conclusão do estudo tem a ver com o elevado grau de importância que tem, para os adolescentes mais velhos, dos 16 aos 18 anos, ter alguém em casa com quem conversar.
Dizem que está para breve. O quê? O fim dessa chatice de dentaduras postiças. A nova era dos dentes novinhos (naturais) a “nascer” na boca dos desdentados em qualquer altura da vida.
Como? graças a uma nova técnica com células estaminais que está a ser desenvolvida por uma empresa britânica, a Odontis, que consiste em criar, em cultura, dentes verdadeiros a partir de células-mãe, que irão ser implantados na gengiva no local em falta. O dente deverá crescer até assumir o tamanho adulto no prazo de dois meses.
A Odontis recebeu um oprémio de 500 mil libras para avançar com o projecto. Prevê-se que esta maravilha estará disponível ao público dentro de cinco anos custando o equivalente aos actuais implantes sintéticos, cerca de 2.200 euros.
Beber água faz muito bem à saúde, ao corpo (em especial à pele) e à mente.
Então, Vamos Beber Água.
Este programa, bem interessante, faz aparecer dois olhinhos no canto do computador, prontos a avisar a altura de beber água.
Clique nele para alterar a frequência com que deseja ser alertado para beber água e depois clique em "Ok. Obrigado". A partir deste momento ele já estará a contar para a hora do próximo aviso.
Falta de água é o factor nº 1 da causa de fadiga durante o dia. É o que mostra um estudo na Universidade de Washington. Estudos preliminares indicam que de 8 a 10 copos de água por dia poderiam aliviar significativamente as dores nas costas e nas articulações em 80% das pessoas que sofrem desses males. Uma mera redução de 2% da água no corpo humano pode provocar incoerência na memória de curto prazo, problemas com matemática e dificuldade em focalizar um ecrã de computador ou uma página impressa. Um copo de água ao deitar, corta a sensação de fome durante a noite para quase 100% das pessoas em regime.
Beber 5 copos de água por dia diminui o risco de cancro no cólon em 45%, pode diminuir o risco de cancro de mama em 79% e em 50% a probabilidade de se desenvolver cancro na bexiga.
Você bebe a quantidade de água que deveria, todos os dias?
Florbela Espanca, Mário de Sá Carneiro, Fernando Pessoa, Victor Hugo, Edgar Allan Poe, George Frederic Haendel, Peter Tchaikovsky, Sting, Kurt Cobain, Ernest Hemingway, Van Gogh, Gaugin, Axl Rose, Peter Gabriel, Ted Turner, Jim Carey, Francis Ford Coppola... A lista é longa, todos nomes famosos e pessoas com
um trabalho reconhecido.
O que têm em comum? Sofreram ou sofrem de doença bipolar.
Trata-se de um distúrbio que se caracteriza pela oscilação dos pacientes entre a depressão e a euforia. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), afecta entre 1,3 a 1,6 por cento da população mundial, atingindo um número sensivelmente igual de homens e mulheres. Os estudos disponíveis indicam que os doentes bipolares terão uma falha na estabilidade da transmissão dos impulsos nervosos ao cérebro, o que os torna mais vulneráveis a situações de "stress" físico e emocional.
No entanto, quando devidamente diagnosticados e acompanhados por tratamento médico adequado, estas pessoas levam uma vida normal, perfeitamente aptas para o mercado de trabalho.
Acontece que os bipolares, quando se assumem portadores da patologia, são muitas vezes estigmatizados pelos outros e marginalizados pela sociedade. Os dados disponíveis indicam que duas em cada cinco pessoas afectadas (e um em cada dez familiares) referem ter perdido uma hipótese de promoção profissional devido à doença; cerca de metade dos doentes e um terço dos seus familiares apontam este distúrbio como causa de dificuldades financeiras.
Não passa tudo de preconceitos das pessoas, ignorância e desconhecimento do que é a doença bipolar.
Aliás, neste caso como em quase tudo na vida – é a minha opinião – a ignorância e os preconceitos (a par do egocentrismo incrustado no ser humano) são dos maiores geradores de infelicidade e sofrimento humanos.
Com a finalidade de reduzir as atitudes estigmatizantes para com os indivíduos portadores da doença bipolar, a Adeb - Associação de Apoio aos Doentes Depressivos e Bipolares - lança a campanha de sensibilização: "É preciso informar, aprender, empregar", com uma sessão hoje, no Teatro Politeama, em Lisboa, , onde participam vários nomes conhecidos da sociedade portuguesa.
A Comissão Europeia propôs esta quarta-feira uma série de medidas que visam promover a cooperação entre os futuros Vinte e Cinco no que se refere aos sistemas de saúde, permitindo aos doentes deslocar-se a um Estado Membro que não o de sua residência para receber tratamento médico.
O primeiro passo foi dado no passado mês de Março com a aprovação do cartão de saúde europeu, que deverá entrar em vigor em Junho. Com este documento, os doentes da UE terão acesso facilitado aos cuidados de saúde em todos os Estados membros, sem necessidade de uma autorização prévia do país de origem.
A implantação destas medidas poderá pôr um travão no descalabro em que se encontra a saúde em Portugal?
Um estudo realizado em cerca de 30.000 homens entre os 46 e 81 anos, acompanhados ao longo de oito anos, demonstrou que nos homens com ejaculações mais frequentes - 13 a 21 por mês - o risco de sofrer de cancro na próstata era menor do que nos homens com menos actividade sexual.
De que é que está à espera?
Contra o cancro, ejacule!
Ejacule muito!
Faz bem ..... a tudo!
Mata mais que o cancro e os acidentes rodoviários. É mesmo a principal causa de morte em Portugal – e de invalidez também - , com uma incidência superior à de que qualquer outro país da União Europeia. (tinha de ser, nestas coisas estamos sempre na linha da frente!...)
Trata-se dos Acidentes Vasculares Cerebrais (AVC), também conhecidos como “trombose”, “derrame” ou “embolia”.
Os números não enganam: vinte mil pessoas morrem, em Portugal, todos os anos ,com AVC. Dos sobreviventes, há cerca de 300 mil portugueses que vivem com marcas de AVC, metade dos quais tem "alguma incapacidade" e um quinto está totalmente dependente de terceiros.
A parte boa da notícia é que esta é uma "catástrofe evitável".
Segundo os especialistas, "é possível diminuir o risco de vir a sofrer um AVC", o que passa por adoptar um estilo de vida mais saudável: medir regulamente a tensão arterial - 50% dos hipertensos não sabem que o são -, consultar o médico em caso de diabetes, controlar os valores do colesterol e o peso, não se encharcar em comezainas pesadas nem em bebidas alcoólicas em excesso, evitar o tabaco, fazer exercício físico regular, nem que seja uns 30 minutinhos por dia a caminhar a pé.
E que ninguém assobie para o lado, a dizer coisas tais como “a mim não me acontece” ou “sou ainda muito novo”. É que isto de adoptar um estilo de vida um pouco mais saudável como prevenção de doenças futuras, se se ficar só pelas boas intenções sem tomar medidas práticas, não serve de nada. O pessoal vai abusando e, muitas vezes, quando “acorda” já é tarde demais.
Meninos e meninas de todas as idades: Vamos lá fazer exercício físico, larguem lá a porcaria dos cigarros, deixem-se de tantas noitadas e copos, de tanto hamburguer e batata frita de pacote... Diz o povo que a vida são três dias. Não a encurtem só para dois ou um de má qualidade, com deficiências e limitações físicas.
Pois, diga que sim, acenda mais um cigarrito (é só mais um pr`aliviar o stress...), tome mais um copo com os amigos (é só mais um pr`a não ser desmancha-prazeres....), encolha os ombros (qu`isto da vida são dois dias...) e repita para si mesmo que o seu bisavô fumou toda a vida e morreu aos noventa anos com os dentes todos, que o álcool até faz bem às artérias, ajudando à dilatação e oxigenação do sangue... Vai ver que belo funeral tem à sua espera!
Não sou eu que o digo, que não quero estar pr`aqui armado em profeta agoirento. Quem o diz é a OMS (Organização Mundial de Saúde) que afirma que o tabaco e o álcool causam 30 vezes mais mortes do que as drogas ilegais, como a "cannabis", a heroína e a cocaína. Bonito, não é?
Diz o estudo que um em cada quatro homens nos países desenvolvidos (26,3 por cento) morre por causa do tabaco. Entre as mulheres, a proporção é de quase uma morte em cada dez (9,3 por cento). No mundo todo, o tabaco contribui com 8,8 por cento da mortalidade. O álcool vem a seguir, com 3,2 por cento da mortalidade a nível mundial. Referindo-se ao tabaco e álcool, diz o estudo que: "Ambos são legais, ambos estão disponíveis na maior parte do mundo e ambos são comercializados agressivamente por empresas transnacionais, que dirigem aos jovens as suas campanhas publicitárias e promocionais". Dá que pensar, não dá?
A falta de vitaminas pode influenciar o QI, dificultando a aprendizagem.
Um relatório da Unicef (programa das Nações Unidas para a Infância) indica que, uma em cada três pessoas no mundo, não ingere a quantidade adequada de vitaminas e sais minerais.
Será que as calinadas a que os nossos políticos nos habituaram se devem a um défice de vitaminas na infância?
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta quarta-feira uma lei apelidada de "Lei do Cheesburger", que proíbe processos judiciais contra empresas da área da alimentação por parte de pessoas que acusam as companhias de fazê-las engordar.
A lei acaba com o que qualifica de "processos frívolos" contra fabricantes, distribuidores e vendedores de alimentos e bebidas não-alcoólicas, que vêm sendo acusados de aumentar o número de obesos no país.
O presidente da Câmara, Dennis Hastert, disse que os consumidores precisam perceber as consequências de suas acções, em vez de transferir a culpa a outros pelos seus quilos a mais.
Mas os críticos do projecto de lei dizem que sua aprovação é um recado para a indústria da alimentação de que ela não precisa se preocupar com a saúde pública.
O homem tem razão! Alguém obriga os americanos a comer hamburgers?
Umas sardinhas assadas à portuguesa é muito mais saudável!
(porra, não devia dizer isto, se eles seguem a sugestão, então é que deixa de haver definitivamente sardinhas)
Os portugueses deitam-se cada vez mais tarde e levantam-se mais cedo. Quem o diz é a neurologista Teresa Paiva, especializada em fisiologia do sono, no decorrer de uma conferência em Lisboa dedicada à privação do sono e às suas consequências, realizada no âmbito da Semana Internacional do Cérebro.
....O ritmo de vida da "sociedade 'on-line' 24 horas", como lhe chamou Teresa Paiva, tem roubado horas de sono aos portugueses e a complexidade da organização do trabalho atirou 30 por cento da população activa para o trabalho por turnos (o trabalho por turnos nocturnos, irregulares e rotativos, desorganiza o sono dos trabalhadores).
Tudo indica que dormir, por norma, menos de seis horas diárias ou mais de dez reduz a esperança de vida. As consequências da falta de sono - graves para todas as idades - vão desde a falta de concentração e atenção até ao mau humor (perturbando a tomada de decisões, os relacionamentos e o rendimento de trabalhadores e estudantes) até à menor resistência às doenças, nomeadamente complicações cardiovasculares. De salientar que dormir pouco, com a inevitável sonolência diurna, é, muitas vezes, responsável por acidentes, alguns deles fatais.
E isto de dormir cada vez menos acaba, muitas vezes, por dar em insónias e na utilização de medicamentos para dormir, gerando-se um círculo vicioso. ...“Para encontrar o sono, os portugueses há muito que deixaram de contar carneiros. Portugal é o segundo maior consumidor de medicamentos para dormir da União Europeia, atrás apenas da França nas estatísticas”.
Pessoal, vamos mas é para o vale-de-lençois a horas decentes e toca de fazer “ó-ó”. Bons sonos e melhores sonhos.
Até custa a crer, habituados que estamos a associar depressão com adultos ou crianças já com alguma idade, stress e problemas de gente crescida, mas parece que os bebés, do nascimento aos três anos, também sofrem de depressão. Ainda por cima, numa percentagem alta: 15 a 20% dos bebés, em Portugal.
Quanto às causas, de acordo com o pedopsiquiatra Pedro Caldeira, presente num seminário sobre a criança e o adolescente, que termina hoje, a depressão nos bebés é provocada por «acontecimentos negativos na sua história relacional, nomeadamente descontinuidades, rupturas, perdas, má prestação de cuidados, abandono e indisponibilidade dos prestadores de cuidados terem trocas afectivas positivas com o bebé».
Bebés deprimidos também está longe de ser um problema dos tempos modernos, apenas hoje os médicos estão mais atentos ao problema e habilitados a reconhecer os sintomas, que podem manifestar-se de formas muito diferentes e, muitas vezes, são confundidos com outras causas e não associados à depressão.
Emagrecer e deixar de fumar, um autêntico dois em um, é aquilo que a farmacêutica Sanofi-Synthelabo, multinacional francesa, promete já para o próximo ano. A pílula milagrosa dá pelo nome de «Rimonabant» e, de acordo com uma notícia da BBC, bloquearia os circuitos no cérebro que controlam o desejo de comer. Para ser mais preciso, bloquearia (passo a citar) “o sistema endocabinóide no cérebro, que regula a fome e provavelmente outros desejos, incluindo o de consumir álcool.”
Caríssimos leitores deste humilde blog, não me perguntem pormenores sobre o sistema endocabinóide do cérebro, que eu tudo o que aprendi sobre anatomia foi sem manual, às apalpadelas, por vezes na escuridão...
Quanto aos desejos regulados pelo sistema endocabinóide do cérebro, especificamente os tais que a referido pílula irá bloquear, não há que ter medo, são apenas os de comer, beber e fumar em excesso... Isto mesmo se deduz das palavras do médico responsável pelo segundo teste, Robert Anthenelli, da Universidade de Cincinnati: "Achamos que esse é o composto ideal para as pessoas que estão acima do peso e fumam".
De referir ainda que a milagrosa droga - prometem também -, ao bloquear os tais desejos de comer, beber e fumar como alarves (palavras minhas) tem como vantagem adicional “diminuir o nível do colesterol perigoso e, ao mesmo tempo, aumentar os níveis do colesterol benéfico.”
Recapitulando, isto não é um dois em um, é um três ou quatro – ou mesmo mais – num comprimidinho...
Quando eu era adolescente (foi na pré-história, não tínhamos nem Internet, nem blogs, nem telemóvel...), a malta divertia-se a escrever nas carteiras das salas de aula a frase: «A virgindade provoca o cancro.» E, quase sempre, não resistíamos a acrescentar: «Vem ter comigo e vacina-te. Telef....»
Pois é! Se a abstinência provoca o cancro, não sei. Mas que não tem grandes vantagens, pelo contrário, nem sequer na prevenção de doenças sexualmente transmissíveis, é o que se deduz das conclusões de um estudo, ontem apresentado em Filadélfia, sobre DST (Doenças Sexualmente transmissíveis).
O referido estudo incidiu sobre a vida sexual de 12 mil adolescentes, entre os 12 e os 18 anos.
Uma das conclusões diz respeito aos adolescentes norte-americanos que defendem a abstinência sexual até ao casamento. Parece que lá pelos States há bastantes, o que não admira, pois o próprio Presidente George W (WC?) Bush, como se já não bastasse ser adepto de outro tipo de guerra, também consta que faz guerra ao sexo antes do sagrado matrimónio, defendendo a virgindade até à noite de núpcias...
Ora as conclusões do estudo, inquiridos os tais jovens seis anos depois, não são nada lisonjeiras para a «salutar» prática da abstinência sexual e virgindade até ao casamento – os jovens atrasam o início da sua vida sexual até ao momento em que contraem matrimónio, casam mais cedo, mas nem por isso estão protegidos de uma infecção.
As estatísticas de DST entre estes jovens e os que têm vida sexual activa são semelhantes, dizem os investigadores. Um dos principais motivos, refere o estudo, é que os jovens sexualmente activos, provavelmente melhor informados sobre DST, utilizam mais o preservativo que os outros.
Por causa de um ligeiro problema de saúde para o qual o médico me prescreveu, durante algumas semanas, um determinado tipo de dieta, fui à Internet – num gesto que é vulgar para mim e para um número cada vez maior de pessoas -, à procura de informações sobre o problema em questão e respectiva dieta.
De busca em busca, rapidamente me vi entre inúmeros sites que fazem a apologia da magreza, dos medicamentos-milagre de fácil aquisição, das dietas drásticas e... do não comer.
Exactamente como digo, há sites na Internet – bastante bem construídos tanto no aspecto quanto no conteúdo – que defendem que é possível viver sem comer absolutamente nada, apenas com um ou outro ocasional sumo de fruta. Sem riscos para a saúde, garantem, e muito melhor, vantajoso a todos os níveis para o corpo, para a mente, para a bolsa e até com a vantagem adicional de não se perder tempo na compra, confecção de alimentos e limpeza da cozinha. Que maravilha! É só vantagens...
Viver sem comer, como? Pois, vivendo da luz, respirando de uma determinada maneira, fazendo determinadas meditações e exercícios e não sei que mais... E todas estas teorias acompanhadas da fundamentação “científica” de tais postulados - inclusive com citações de Albert Einstein - e com fotos e entrevistas de vários adeptos. Já agora acrescento, entre os depoimentos de adeptos apareceu-me um que me chamou a atenção por ser de um nome relativamente conhecido ligado ao jornalismo televisivo. E, quanto às fotos, eram bem apelativas..., em especial as fotos de uma praticante e guru desta “ciência” da alimentação à base da luz solar. É que a dita senhora, ou menina, tem umas curvas... luminosas. Isto na foto, claro.
Claro que já sou crescidinho que baste para não acreditar em tais tangas. E, assim espero, a maior parte das pessoas que lêem estas coisas.
Mas, quantos jovens com a pancada da esbelteza e da magreza, alguns até com doenças ligadas aos distúrbios alimentares, não se poderão deixar tentar por tão sedutoras “doutrinas”? Com a agravante de tais sites ensinaram todos os passos, truques e conselhos para se chegar à pretendida meta de não comer.
Que a Internet é algo que se tornou indispensável no nosso dia-a-dia é quase inquestionável. Que é um meio extraordinário na procura de informações e conhecimento, também é certo.
Mas, como tudo na vida, é preciso ser usada com espirito crítico. A Internet está inundada de artigos e sites pseudo-científicos sobre os mais diversos assuntos. Não é só sobre a alimentação.
E, perante tal, que fazer? Quanto a mim, parece-me que o caminho certo não passa por proibições nem censuras mas pelo esclarecimento e diálogo – de pais, professores, médicos e outros profissionais, etc. – sobre a natureza da Internet e sobre o conteúdo de diversos sites que por lá abundam, sempre com o objectivo de elucidar e desenvolver o espírito crítico de cada pessoa..
Mais de mil portugueses já congelaram células estaminais dos filhos
Mais de mil casais portugueses já optaram por congelar células estaminais dos filhos para que no futuro possam ser utilizadas no tratamento de eventuais doenças hoje dadas como mortais.
Luís Gomes, director da Crioestaminal, em funcionamento desde Julho de 2003, adiantou à Lusa que as células são retiradas do cordão umbilical do recém-nascido pelo médico responsável pelo parto e colocadas num "kit" fornecido ao cliente para o efeito.
Esse "kit" é transportado, num máximo de 48 horas, para a região de Bruxelas, onde ficará armazenado, através do recurso ao congelamento, durante os próximos 20 anos - o tempo máximo que os estudos actuais permitem garantir como útil para as células estaminais.
A operação custa, para os 20 anos referidos, 975 euros, tendo os futuros pais apenas de contactar a empresa um a dois meses antes do parto para assegurar o fornecimento do "kit" e a viagem das células.
O congelamento - o criopreservação - das células é assegurado pelo laboratório da Criocel Europe, uma das várias empresas da "holding" de biotecnologia Live Science Group.
Se no futuro qualquer das crianças necessitar de um transplante de medula poderá fazê-lo sem ter de aguardar por um dador compatível, uma operação sempre difícil quando a escolha tem de recair sobre pessoas fora do universo familiar, onde o grau de compatibilidade é bastante menor.
"No futuro, e face às investigações em curso em diversas áreas, as células poderão ter muitas outras aplicações para já potenciais mas que poderão tornar-se muito reais", assegurou Luís Gomes.
Mas no futuro a criopreservação de células estaminais será um tema comum para cada vez mais portugueses, até porque surgiram já propostas para a criação de um banco público que permita a qualquer cidadão encontrar nele o material biológico necessário para assegurar a sua salvação para um número crescente de doenças hoje dadas como incuráveis.
Fumar prejudica quase todos os aspectos da saúde sexual, reprodutiva e dos bebés, segundo um novo relatório da Associação Médica Britânica (AMB).
Segundo o estudo, fumar já causou impotência em 120 mil homens britânicos com idade entre os 30 e os 50 anos.
O fumo é responsável também por até 5 mil abortos por ano, pela redução da fertilização in-vitro e por casos de câncer cervical, de acordo com o trabalho.
Os dados indicam que os danos provocados pelo fumo são evidentes ao longo da vida reprodutiva – desde a puberdade até a meia-idade.
As hipóteses de uma mulher engravidar caem em até 40% por causa do fumo.
Ainda segundo o estudo, o tabaco pode também prejudicar os bebés durante a gravidez.
As mulheres que fumam durante a gestação são três vezes mais susceptíveis de ter um bebé com baixo peso – o que pode estar relacionado com doenças e morte na infância.
Há também evidências de que o fumo pode aumentar o risco de certas anomalias no feto, como o lábio leporino ou ausência de palato.
Mulheres que fumam podem produzir menos leite e de qualidade menor.
O trabalho afirma ainda que o fumo passivo também está relacionado com nascimento prematuro, infecções respiratórias em crianças e com o desenvolvimento de asma na infância.
Estima-se que a cada ano mais de 17 mil crianças com menos de cinco anos são admitidas em hospitais do Reino Unidos devido a doenças respiratórias causadas pela exposição ao fumo passivo.
Vivienne Nathanson, chefe do departamento de ciência e ética da AMB, diz que “a dimensão da escala dos danos que o fumo do tabaco causa à saúde reprodutiva e infantil é chocante.”
“As mulheres estão geralmente cientes de que elas não deviam fumar durante a gravidez, mas a mensagem precisa de ser muito mais forte.
“Homens e mulheres que pensam em ter filhos um dia deviam abandonar o cigarro.
“E não estamos falando apenas sobre ter filhos. Os homens que querem continuar a ter uma vida sexual deviam deixar de fumar, porque há fortes evidências de que fumar é uma grande causa de impotência sexual masculina.”
Recomendações da AMB
As mulheres expostas a fumo passivo no trabalho deviam ter direito a férias pagas durante a gravidez.
Os avisos sobre o tabaco deviam incluir os riscos para a saúde reprodutiva.
Fumar não devia ser incentivado nos média.
As metas governamentais para reduzir o fumo deveriam ser mais ambiciosas.
Deveria ser proibido fumar em lugares públicos fechados.
Saliva de morcego pode ajudar a tratar acidentes vasculares cerebrais
Investigadores norte-americanos procuram na saliva do morcego-vampiro uma solução eficaz para dissolver os coágulos de sangue que obstruem os vasos cerebrais, dada a falta de bons tratamentos para os acidentes vasculares cerebrais (AVC).
É por isso que os investigadores estão a experimentar outra substância anticoagulante natural contida na saliva do Desmodus rotundus, o morcego-vampiro da América central e do sul.
A esperança é que a proteína activa dessa saliva, chamada desmoteplase, seja orientada com precisão para os coágulos e possa ser usada durante mais horas depois do início dos sintomas.
Teoricamente, a desmoteplase pode quebrar os coágulos sanguíneos sem afectar o resto do sistema de coagulação do sangue e com menos riscos de hemorragia dentro da cabeça.
A verdade é que funciona para o morcego-vampiro, uma criatura castanho-acinzentada com 30 gramas de peso que tem no gado as suas principais presas. A proteína impede a coagulação do sangue das vítimas, facilitando a sua ingestão.
Quem diria que a nossa salvação pode estar nestes vampiros!
O consumo de benzodiazepinas (tranquilizantes) em Portugal aumentou 26 por cento entre 1995 e 2001, sobretudo nas substâncias que causam mais dependência, revelou um estudo da autoridade portuguesa para o medicamento.
De acordo com o Observatório do Instituto Nacional da Farmácia e do Medicamento, o aumento na utilização destes fármacos ocorreu quase exclusivamente nas benzodiazepinas ansiolíticas, estimando-se que, em 2001, cerca de 8,9 por cento dos utentes do Serviço Nacional de Saúde estavam a ser tratados com este tipo de medicamento.
O "principal problema" destes medicamentos surge assim associado ao seu uso inapropriado, nomeadamente em casos em que as benzodiazepinas são receitas sem necessidade, em utilizações prolongadas, para doentes com risco de suicídio, sem descontinuação cuidada ou quando são receitadas por vários médicos para um único doente.
Portugal é o segundo maior consumidor de benzodiazepinas, substância presente em vários medicamentos para o tratamento de ansiedade, da União Europeia, indica a organização britânica «Beat the Benzos».
A associação cita um estudo realizado num centro de saúde de Lisboa, que indica que 23% dos adultos tomam benzodiazepinas regularmente.
A «Beat the Benzos» refere que Portugal era o país com menor consumo destas substâncias no final da década de 80. Dez anos depois, o uso destes fármacos mais do que duplicou, colocando Portugal como segundo maior consumidor, apenas atrás do Reino Unido.
Porque nos tornámos tão ansiosos?
Terá sido por andarmos constantemente a tentar fugir à cauda da Europa, depois da integração?
Terá sido resultado do esforço que fizemos a gastar os subsídios da UE?
Poderá esta ansiedade ser consequência da introdução do “fast-food” na nossa evolução alimentar?
Ou simplesmente esta ansiedade faz parte do processo de globalização, que nos debitaram sem o nosso consentimento?
Quem são
Somos pessoas que consideram indispensável a diversificação de espaços de reflexão e de comunicação em torno de temas tão essenciais como a sexualidade, a educação sexual, o planeamento familiar, a contracepção, a saúde sexual e reprodutiva. Temas historicamente ligados a tabus, a obscurantismo(s) e envolvidos em cortinas de silêncio. Temas que ganharam na história recente novos conteúdos, gerando importantes direitos humanos.
Pessoas que, de forma séria e audaz, se afirmam pela urgência da defesa dos direitos sexuais e reprodutivos, na diversidade dos seus vários aspectos e ângulos de abordagem.
Que não se conformam face um quadro legal que, em matéria de aborto, persiste em manter Portugal numa posição recuada relativamente à generalidade dos países da União Europeia.
Que se indignam perante a sujeição à condição de clandestinidade, ao perigo de denúncia, à investigação da vida privada de mulheres que decidem abortar e em consequência se vêem sentadas no banco dos réus, de que são exemplos o julgamento da Maia e agora o julgamento de Aveiro.
Que não aceitam que, para fugir a esta realidade, muitas mulheres se tenham de deslocar ao estrangeiro para obter um aborto seguro para a sua saúde e privacidade.
Que não se conformam perante um quadro legal que, em matéria de aborto, viola o direito à autodeterminação intelectual das mulheres, persistindo em negar-lhes a capacidade de tomarem decisões conscientes e responsáveis.
Que assumem a sexualidade como parte da vida e dos afectos, tendo como alicerces o direito à informação e a tomada de decisões livres e responsáveis.
Que entendem a maternidade-paternidade é, e deve ser, uma escolha e um direito e não fruto do acaso.
Razões mobilizadoras
Em 2004, assinala-se a passagem dos vinte anos da aprovação das primeiras leis relativas à educação sexual e ao planeamento familiar e da primeira lei que veio a despenalizar o aborto em algumas situações. Impõe-se questionar: onde estamos, para onde vamos?
Em Portugal, assume particular relevo a afirmação de um caminho de aprofundamento das concepções e valores presentes